sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Om Gam Ganapataye Namaha

Este mantra é um dos mais conhecidos no hinduísmo e fácil de pronunciar. É uma invocação a Ganapati (outro nome de Ganesha) e serve para remover os obstáculos, tanto materiais como espirituais. Este mantra atua muito rápido, vale a pena experimentar.


Agora, um pouco mais sobre essa divindade chamado Ganesha!

Ganesha é um dos personagens mitológicos mais populares da Índia. É considerado o destruidor dos obstáculos ao desenvolvimento espiritual e material, permitindo aos seus devotos alcançar as riquezas e assegurando o êxito em todos os empreendimentos, por isso é a primeira divindade reverenciada em todos os rituais hindus.

Ganesha é o Mestre do Conhecimento, da Inteligência e da Sapiência. É aquele que proporciona a potência espiritual e a inteligência suprema. É o grande removedor dos obstáculos, Guardião da Riqueza, da Beleza, da Saúde, do Sucesso, da Prosperidade, da Graça, da Compaixão, da Força e do Equilíbrio.


Ganesha pertence à família de deuses mais populares do Hinduísmo. Ele é o filho mais velho de Parvati e Shiva. Ganesha tem uma enorme cabeça de elefante, imensa para um corpo de menino indicando sua capacidade intelectual e a firme dedicação ao estudo das escrituras. 

Ganesha é o Sábio. Ganesha tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva - o Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância, indica também, que o sábio tem sempre em mente o Ser Supremo.





As enormes orelhas e a cabeça de elefante representam os dois primeiros passos para a auto realização - “Sravanam”, escutar o ensinamento e “Mananam”, refletir sobre ele. A tromba representa “Viveka”, a capacidade de discriminação entre Nitya, o eterno e ilimitado, e Anitya, o não eterno. O intelecto do homem comum está sempre preso entre os pares de opostos (as presas), o Sábio não é mais afetado por esses pares de opostos (frio-calor, prazer-dor, alegria-tristeza, etc.) tendo atingido um estado de equanimidade, representado por uma das presas quebrada. 

O Sábio nunca esquece sua verdadeira natureza (memória de elefante). A barriga enorme representa sua capacidade de engolir, digerir e assimilar todos os obstáculos, assim como o ensinamento escutado. O ratinho que fica aos seus pés simboliza o Ego e seus desejos com sua voracidade e cobiça, frequentemente roubando mais do que pode comer e guardando mais do que pode lembrar. 

O Sábio tem o desejo sob total controlo, por isso o ratinho olha para cima e aguarda sua permissão para comer os objetos dos sentidos. A cabeça de Ganesha simboliza o Atman ou a alma, que é a suprema realidade da existência humana, e seu corpo humano representa Maya, ou a existência terrena dos seres humanos. A cabeça de elefante indica sabedoria e seu tronco representa Om, o símbolo de som da realidade cósmica. Na mão direita superior Ganesha tem um aguilhão, que ajuda a impulsionar a humanidade para a frente no caminho eterno e eliminar os obstáculos do caminho. A corda na mão esquerda de Ganesha é um delicado instrumento para captar todas as dificuldades. A presa quebrada de Ganesha, que tem como uma caneta na mão direita inferior é um símbolo de sacrifício, que partiu para escrever o Maha-bharata.

O rosário na mão de outros autores sugere que a busca do conhecimento deve ser contínuo. O lado (doce) que detém no seu tronco indica que é preciso descobrir a doçura do Atman. A serpente que corre em volta de sua cintura representa a energia em todas as formas. A mão inferior esquerda oferece Modaka que é um doce de leite e arroz tostado que representa a satisfação, a plenitude que se alcança com um caminho de disciplina e auto-conhecimento.


Fonte: http://www.curaeascensao.com.br/
Imagem: Imagens google
YouTube: vídeo

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

15 de agosto "Dia Internacional do Reiki"

“A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a felicidade dos outros e de nós mesmos.” - Mikao Usui

Passados 149 anos temos tudo a agradecer àquele a quem chamamos Mestre. Mikao Usui deu origem ao Usui Reiki Ryoho, o método de cura natural Usui. Um método que visa o crescimento pessoal, rumo à felicidade, através da prática de cinco princípios e autotratamento. Este método é também virado para os outros, como terapia complementar.
Se em 1925 a escola se encontrava em Nakano, hoje temos Reiki em todo o Mundo.
De uma forma simples, com as mãos em gassho, repetindo de manhã e à noite, os princípios que nos levam à transformação, o Usui Reiki Ryoho indica-nos o caminho para a felicidade, para uma vida de paz duradoura e de amor incondicional. O coração é o nosso centro mas não pode trabalhar sem uma mente presente. Reiki trabalha em todas as nossas dimensões e por isso traz-nos tantas transformações.
Hoje, 149 anos depois, encontramos Reiki nos hospitais, nos lares, em centros de apoio à pessoa com deficiência. Mais que tudo, Reiki está nos nossos corações, em cada vez mais praticantes. Se cada um se mudar verdadeiramente, o mundo mudará bem mais depressa.

Quando olhamos para o Kanji do Reiki e compreendemos a sua construção, temos outras perspectivas sobre o seu significado, sobre o porquê da escolha deste nome “Reiki” para uma energia que está em todo o lado e que nos harmoniza.
O kanji Reiki é composto por vários outros kanjis, um dele é Ame, que significa chuva. Do céu vem para a terra a água que traz alegria e crescimento às colheitas e aos povos.

A bênção que vem do céu como a chuva – o Reiki

Reiki é energia que está disponível em todo o lado, para qualquer pessoa. É a vitalidade que nos anima. Esta energia, sentimos entrar pelo chakra da coroa, o chakra que faz a ligação com a energia céu, a energia que vem de cima, como a chuva. Num dos seus poemas, o Imperador Meiji reflecte sobre o seu povo e a vida que levam:
Penso acerca
Da vida do povo
Como eles vivem
Vem a chuva
Vem o Sol
São os ciclos da vida que chegam a todos. A uns trará beneces, a outros avisos. Para uns será catastrófico, para outros fértil. São reflexões sobre os ciclos da vida, que todos passamos. O Reiki traz-nos também esses ciclos. A energia transborda o que está mal em nós para que saia e possa dar espaço ao que precisamos para estar bem. A chuva traz-nos uma reflexão profunda sobre o Reiki e sobre nós mesmos.


Advertência à prática

A chuva traz-nos também advertências. Se não cuidarmos do planeta, as enxurradas ou a ausência de água fazem-se sentir. Sendo o Reiki como a água que vem do céu, o Imperador Meiji lança-nos uma advertência no seu poema 104, a água:
Que pena
Apesar da fonte
Ser pura e clara
A água torna-se suja
Quando flui por um riacho poluído
A nossa prática, o autotratamento, deve ser constante, para que possamos limpar o canal energético e assim o Reiki fluir sem obstáculos. Devemos também trabalhar a nossa mente e coração, com os cinco princípios pois de pouco adianta a prática se não transformamos e elevamos a consciência. Para que nos possamos preencher de felicidade, temos que nos esvaziar das questões e pesos que carregamos. A reflexão nos princípios é um passo importante para a mudança.

Por: João Magalhães - Designer, Mestre de Reiki e Presidente da Associação Portuguesa de Reiki. Desenvolve um projecto intitulado o Tao do Reiki, para Descobrir, Desenvolver e Crescer com o Reiki. É também um empreendedor social, acredita na capacidade que cada um tem para auxiliar a transformar a sua comunidade.

domingo, 27 de julho de 2014

So Much Magnificence - Miten & Deva Premal

A dor que dói mais



Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. 
Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. 

Mas o que mais dói é saudade.
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Doem essas saudades todas. 

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. 
Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

 Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer.


Por: Martha Medeiros
Imagens: Internet

sábado, 26 de julho de 2014

Contei meus anos...



.... e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. 
Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. 

As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltavam poucas, rói o caroço. 
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. 
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Já não tenho tempo para conversas intermináveis para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas que, apesar da idade cronológica, são imaturas. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral ou semelhante bobagem, seja ela qual for. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa... 
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus. 

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena. 

Basta o essencial!

Por: Rubem Alves

Imagem: Internet